quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Enchente gigante causa enormes prejuízos em São José do Ribeirão

Tudo aconteceu numa noite: madrugada do dia 11 para o dia 12 de janeiro de 2011. O rio São José, que passa por Amparo, distrito de Nova Friburgo, recebe seu principal afluente, o Ribeirão do Capitão, pouco antes de entrar na vila. O Ribeirão do Capitão, por sua vez, nasce perto de Mury, também em Nova Friburgo.

O enorme volume de chuva que se abateu sobre o município vizinho, causando um desastre terrível, desaguou nos rios da região, dentre os quais o rio São José. Assim foi que, por volta das duas da madrugada, o rio transbordou rapidamente, inundando várzeas, quintais, e em seguida residências, pontos comerciais, a praça, chegando ao segundo pavimento de grande quantidade de construções.

Vista parcial da praça Pe. Sebastião Gastaldi, no centro de
São José do Ribeirão.
A destruição e os enormes prejuízos eram inevitávies. O imenso volume de água subindo rapidamente era inimaginável. Pontes ruíram ( a de São José resistiu), casas desabaram, bambuzais inteiros foram arrancados, além de árvores e as próprias márgens dos rios e córregos da região. Automóveis, estoques e equipamentos de todo o comércio do centro da vila, móveis, roupas, alimentos, calçados, colchões, sofás e eletrodomésticos, enfim, tudo o que havia dentro e fora das habitações e das empresas foi destruído, carregado pelas águas ou danificado.

O rio subiu cerca de 8 metros acima do nível normal, ficando com 3 metros de profundidade, em média, na praça Pe. Sebastião Gastaldi.

Por pura sorte de uns e pela intervenção salvadora de outros, não houve vítimas fatais em São José. Mas foi por pouco que alguns escaparam.

Edith Rodrigues da Silva, professora aposentada, 92 anos, por pouco não foi levada por uma onda repentina que passou pelo acesso à garagem de sua casa em direção à rua. A rápida intervenção de seu neto Marconi Rodrigues da Silva impediu que a idosa fosse arrastada pela correnteza. O mesmo Marconi quase foi levado pela enxurrada ao salvar uma menina que estava ilhada na casa vizinha.

Também passou por dificuldades o professor de História Evalber Lindolpho Andrade. Depois de colocar automóvel a salvo Evalber voltou para sua casa com dificuldade. A correnteza o obrigou a se agarrar ao medidor de energia elétrica da casa para conseguir vencer a torrente, por pouco não sendo atingido por um carrinho de mão com sacos de cimento que foi arrastado pela força da água.

Populares contaram que Cedilho, caminhoneiro, e famíla, moradores de um sobrado perto da ponte da vila, tiveram que passar a madrugada no sótão, pois o segundo pavimento foi invadido pela água e não tinham como escapar.

Também segundo populares, apuro maior teria passado a família do Tóti (B. Neves Serrano), comerciante, que passou horas no segundo andar alagado do sobrado de parentes onde estava abrigado, convalescendo de uma cirurgia. Ele, sua irmã e sua mãe idosa não tiveram outra alternativa que não torcer para a casa não desabar enquanto esperavam o nível da água baixar.

O aposentado José Jorge Nascimento, de 64 anos, sua esposa e a filha tiveram que subir no telhado da casa para escapar da enchente. Colocaram cadeiras uma em cima de outra e assim conseguiram subir e fugir rápido para o telhado.

Outros moradores da mesma rua Manoel Vieira Batista, buscaram abrigo no Colégio Estadual Professor João Brasil, mas como o portão estava fechado, não puderam entrar.

A casa de dois andares da rua Serafim Gonçalves Coelho, onde mora o pastor Arlindo Pereira da Rosa Júnior, de 50 anos, teve o segundo andar invadido pela enchente.

O aposentado Aldenir Heggedorne, o popular Nenem, de 74 anos, perdeu três casas e o bar em que trabalhava.

O comerciante Alzélio Klen conta que perdeu dois carros e mercadorias que estavam guardados no galpão. Alzélio foi resgatado da enxurrada com a ajuda de uma corda.

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